Uma reforma política oportunista – artigo publicado em 2009

Uma reforma política oportunista, 2009

Tentando desviar o foco da opinião pública das monumentais acusações que enxovalham o Congresso Nacional, surge lá de dentro a proposta de uma “reforma política” na qual se pretende instituir o financiamento público das campanhas eleitorais e o voto para proporcionais através de uma lista de postulantes e não mais no candidato propriamente dito.

Usar dinheiro público com esse fim já é inaceitável para a população. E será que alguém, em sã consciência, acha que isso vai controlar as doações irregulares para campanhas políticas? Pois há políticos que acham….
Já a questão do voto em lista vem com apoio variado – do governo à oposição – mas sem nenhuma argumentação sólida: a fidelidade partidária, que viria como consequência, poderia ser alcançada por inúmeras outras formas. E vem, principalmente, sem uma visão de futuro que busque verificar as condições sociais e políticas em que o novo sistema estaria inserido.

Faz-me lembrar o Plebiscito de 1993, no qual se escolheu a forma de governo que passaria a vigorar no Brasil. Fui o comandante da campanha do Presidencialismo, que acabou vencendo o favorito Parlamentarismo. E surpreendi a imprensa quando, comemorando a vitória, me declarei parlamentarista.

Expliquei o por quê, mostrando que a teoria é muito diferente da prática. Um sistema evoluído dá certo em países evoluídos, como Inglaterra, França, Suécia, Japão etc. Mas como implantá-lo no Brasil diante das nossas instituições políticas fragilizadas? Como funcioná-lo num Parlamento habitado pela nossa classe política? Como fazer nossa população despolitizada entendê-lo e praticá-lo?(Dezesseis anos depois, olho para o que acontece em Brasília e não posso deixar de sentir um pequeno orgulho por ter ajudado o País a permanecer presidencialista)
Com essa “lista de votação” vejo correr algo semelhante e as perguntas do parágrafo anterior se avivam e se agravam.

A formatação da lista poderá virar um grande conchavo dos dirigentes partidários, onde o poder econômico e a força política prevalecerão sobre a vontade popular. Um parlamentar que hoje seria execrado no voto direto, pode sobreviver no acerto dos bastidores. Pois não temos aqui uma tradição partidária, com agremiações fortes, estruturadas ideologicamente e representativas do conjunto da população.

Esse quadro foi herdado do bipartidarismo engendrado pela ditadura; saíram os generais, vieram os caciques que se renovam no poder de mando. E até movimentos legítimos que surgiram à margem – como o PT – acabaram chafurdando nas águas turvas dos mensalões e que tais se igualaram na opacidade.

Uma reforma política é absolutamente necessária. Não oportunista como essa, que mexe em duas situações pontuais, ambas de interesse exclusivo da classe política que, mais uma vez, ignora os reais interesses da sociedade. Uma reforma profunda, que comece pela reformulação completa da Lei Eleitoral – esse amontoado de resoluções, normas e instruções que mais parece uma colcha de retalhos, à qual se quer juntar outros dois panos rotos.

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Lei Eleitoral: Alckmin e outros problemas – março de 2002

Lei Eleitoral: Alckmin e outros problemas, 2002

A discussão vai esquentar: o governador Geraldo Alckmin pode, ou não, ser candidato à reeleição em 2002? Ele assumiu o governo, substituindo Covas, nas eventualidades do primeiro mandato. Também assumiu nas eventualidades do segundo. Agora herdou o espólio definitivamente e tem todo o direito de pretender continuar, após os próximos 22 meses de governo efetivo.

A Lei Eleitoral vigente e a sua última emenda deveriam prever casos como esse, que acontecem com brutal repercussão quando morre um personagem histórico, mas também acontecem anonimamente pelos interiores do Brasil. Lamentavelmente toda a nossa legislação eleitoral é por demais deficiente, falha e até incompetente. São erros de origem, de uma emenda pouco discutida, feita e aprovada às pressas para satisfazer apenas a intenção casuística de se criar a figura da reeleição. Na época era essa a discussão do momento e por isso o restante ficou prejudicado: o maior vício da lei é a falta de clareza, que ocorre em vários capítulos, artigos e parágrafos de suma importância.

Na questão da reeleição de Alckmin, mais uma vez o TSE terá que se pronunciar e, seja qual for o veredicto, seguramente o tema acabará na pauta do STJ, levado pelos tucanos, se perderem, ou pelos outros concorrentes, se ganharem. Vem batalha jurídica aí pela frente.

Aliás, é o que mais tem acontecido. Nas últimas eleições vivemos, Brasil afora, uma absurda dependência até dos Juízes locais, tentando clarear o que os legisladores deixaram no lusco-fusco da imprecisão. Procurando interpretações para suprir a falta de afirmações. Cada qual colocando sua visão particular, humanamente falível.

A área de propaganda é a que ocupa maior espaço dentro da Lei. É claro que os problemas foram correspondentes a esse tamanho. Com o agravante de que legisladores (na origem) e juristas (na prática) em geral não têm familiaridade com o tema e suas particularidades. Como então decidir com a velocidade que a campanha política requer?

Sabe-se lá por quê, o uso de imagens externas está proibido nos comerciais, que devem ser filmados em estúdio. Como classificar então as imagens captadas dentro de uma sala de aula, ou de um hospital, ou de um ginásio de esportes? O Juiz Eleitoral de São José do Rio Preto-SP as aceitou como “internas”, ou seja, permitidas. Já em Campo Grande-MS, recebemos uma punição por serem consideradas cenas “externas”, proibidas. Mas essas mesmas imagens podiam ser usadas indiscriminadamente no Horário Político, lá como cá, e no Brasil inteiro, sob as bênçãos benevolentes da Lei, que trata as mesmas cenas de forma diferenciada nos anúncios e nos programas. Censura? Não. Simplesmente uma absoluta bobagem, besteira sem nenhum efeito prático para quem produz, ou para quem assiste.

Ouvi e li afirmações de que “se tivesse uma semana a mais, Maluf poderia ultrapassar Marta”. Pois é bom que se saiba que o candidato poderia sim ter tido alguns dias de propaganda a mais. Ocorre que em São Paulo, no 2º turno, os anúncios e programas voltaram ao ar dia 13 de outubro, por decisão aleatória do Juiz. Em Uberlândia-MG determinou-se que o recomeço se desse no dia 9. Isso quer dizer que a cidade mineira teve quatro dias de propaganda a mais do que a capital paulista. Estranhas variações de datas, possíveis dentro da mesma Lei Eleitoral. Mas é grave notar que uma decisão como essa pode ajudar ou prejudicar um candidato que precise aparecer mais, perante outro que está tão somente esperando os dias passarem, sentado sobre uma frente de votos difícil de ser ultrapassada. Se esses dias a mais seriam suficientes para Maluf virar a eleição é problema de outra esfera.

Ainda em Uberlândia-MG, ocorreu um absurdo inusitado. O Juiz determinou que os comerciais do 2º turno fossem divididos proporcionalmente ao tempo das coligações, de acordo com o cálculo usado no 1º turno. Um candidato ficou com 18 minutos diários, o outro com 12, liquidando, numa penada, o princípio da igualdade. Pura interpretação equivocada, das letras da Lei atrapalhada. O recurso ao tribunal superior demorou vários dias; a decisão corretora chegou quase sem tempo de ser feita a correção. De todo modo, uma correção canhestra, já que tivemos que administrar uma overdose de comerciais compensatórios.

A fragilidade da Lei transfere um excessivo poder de interpretação subjetiva ao Juiz. São incontáveis os exemplos. O Caso Alckmin será apenas mais um.

E a legislação também é falha quando permite a proliferação de pequenos partidos, tão inexpressivos quanto inescrupulosos — balcões de negócios para compra e venda de tempo nos horários políticos. É falha quando permitem às coligações em eleição proporcional — você vota no candidato de um partido e pode acabar elegendo alguém de outro. É falha quando não aprofunda a regulamentação dos financiamentos de campanha. É falha quando cerceia a liberdade de comunicação com regrinhas tolas. É falha!

Já acertamos a forma: temos uma eficiente máquina de votar, invejada até por países mais desenvolvidos. Falta-nos agora uma legislação definitiva e forte. E a hora de criá-la é agora, com os ânimos da campanha já devidamente serenados, com as reformas em andamento no Congresso. É hora de refletir e de corrigir, para que o voto teclado tenha, enfim, a correspondente eficiência de conteúdo.

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Eleição Proporcional, a verdadeira zona eleitoral – Jornal de Itatiba, outubro de 2010

Eleição Proporcional, a verdadeira zona eleitoral, Jornal de Itatiba, outubro de 2010

No dia da votação cada eleitor se dirige à Zona Eleitoral em que está inscrito para votar em candidatos que passaram os meses anteriores vivendo numa outra zona eleitoral, no sentido mais lúmpen e prostituído da palavra.

Depois de trabalhar por 34 anos em mais de uma centena de campanhas, em sua maior parte majoritárias, sempre como consultor em marketing político, acabo de sentir na própria carne a experiência terrível de uma auto candidatura a deputado federal, na qual coloquei a serviço da comunidade a experiência acumulada em todos esses anos. O que vivenciei nos últimos 4 meses se transforma agora numa explicação abrangente para a baixa qualidade humana e o alto jogo de interesses pessoais e pecuniários que campeiam na Câmara dos Deputados e nas Assembléias Legislativas, pequenas e honrosas exceções à parte.

Não existem idealismos, tão pouco ideologias. Um mercantilismo deslavado é o senhor de todas as ações, justificando a frase do Superintendente da Polícia Federal em Roraima, citado no jornal a Folha de S.Paulo (05/10/2010 – pág. A4): “aqui quem ganha eleição é quem tem dinheiro para comprar voto”. Pois aqui em São Paulo também, meu caro policial. E no resto do Brasil idem idem..

A prática assume vários formatos diferentes. Vai da contratação de “lideranças” locais até a lista de pastores evangélicos, prontos para apascentarem as ovelhas em troca, é claro, de quantias de dinheiro nem sempre módicas. Mas tem também o padre católico, que usa o púlpito da igreja como palanque e propõe que o candidato de fora se instale ali, desde que contribua para as obras assistenciais … da campanha dele, abençoada por Deus. Tem o candidato de fora que chega pilotando um caminhão de dinheiro, junta-se ao candidato pobre local, aluga uma esquina no melhor ponto e se diz “da cidade”, apesar de nem saber o nome da praça principal. E também há os acordos “políticos”, onde as vantagens em causa própria se sobrepõem aos legítimos interesses da coletividade. Há negociações e negociatas para todos os gostos, fortunas despejadas para eleger um simples deputado. Sem contar os tiriricas da vida que passarão a habitar o Congresso Nacional.

A região onde moro, no eixo Itatiba-Bragança Paulista e mais 4 pequenos municípios é exemplo claro dessas distorções. Com quase 300 mil eleitores, poderia eleger tranquilamente um deputado federal, coisa que jamais aconteceu. A conseqüência é que fica privada de verbas e projetos que vêem de Brasília, onde estão concentrados.

A solução pontual é a implantação do sistema de voto distrital, onde os candidatos da região poderão discutir os problemas regionais e os eleitos vão para a Assembléia e para o Congresso encontrar as soluções próprias da coletividade local. Além é claro de influírem também nos assuntos gerais da administração pública.

A solução final é o debate e a instituição de uma reforma política profunda, que contemple a correção de outras imensas barbaridades que a legislação existente, remendada e deformada, não consegue mais controlar.

Resta-nos cobrar insistentemente para que os congressistas, mesmo escolhidos nessas condições, tenham forças para mudar o rumo dessa história. Precisam se lembrar que há um palhaço entre eles, para servir de exemplo a não ser seguido, sob pena de se transformarem num bando de tiriricas.

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A importância de ser vice – artigo de 2002

A importância de ser vice

Candidatos em plena campanha, convenções partidárias à vista, chegou a hora do último lance no xadrez da montagem das chapas, a escolha dos Vices. Escolha em geral difícil, complicada. Afinal, do ponto de vista eleitoral, qual o perfil ideal desse personagem? E a dúvida atinge muitas vezes a própria origem da questão: qual a importância desse cargo?

Pois o Vice já foi tão importante que houve épocas em que ele era eleito diretamente. Votava-se no Presidente e se votava também num Vice, independente do voto principal. O eleito podia ser até de um partido diferente. Foi assim que João Goulart foi escolhido, numa dobradinha com Jânio Quadros. Jango era, na verdade, o candidato na chapa do Marechal Henrique Teixeira Lott. Mas as artimanhas eleitorais acabaram fazendo prevalecer a dupla Jan-Jan. Um apoiado pela extrema direita, outro carregando a bandeira do trabalhismo, com o apoio dos esquerdistas de então. Deu no que deu. A saudade fica apenas na lembrança de um tempo em que as mãos de direção políticas eram bem definidas.

De todo modo, faz parte da tradição brasileira dar pouca importância para o Vice. Nunca se viu alguém comemorar o vice-campeonato de um time de qualquer esporte, dos desfiles das escolas de samba, ou de um concurso de miss. Não é muito diferente nas escolhas de candidatos a cargos no sistema político. Apesar de não faltarem exemplos da extrema importância que a função pode acabar assumindo. Sarney, Itamar, Geraldo Alckmin e tantos outros estão aí comprovando que as exceções sempre justificam as regras. Toda a importância do Vice aparece quando ele deixa de ser o que é.

No momento eleitoral (como este que vivemos) pouco valor se dá ao que pode acontecer no futuro. A questão se reduz apenas à acomodação das facções políticas envolvidas. Ou à necessidade de atender a uma distribuição regional equitativa. Os dogmas estão à disposição de qualquer circunstância: candidato do sul tem que ter Vice do Nordeste, candidato da capital tem que escolher alguém do interior.

E vice-versa. No fundo, uma grande bobagem. Nunca vi alguém ter mais ou menos votos por ter uma composição de chapa regionalmente correta. George Bush e seu vice, Dick Cheney são do mesmo estado, o Texas. O Vice de FHC é de Pernambuco, um dos estados onde a votação da dupla foi proporcionalmente mais baixa. Aliás, eis aqui um belíssimo exemplo de Vice com verdadeira vocação para o cargo. Discreto, não aparece, não atrapalha. Ninguém percebeu que nesses anos de tucanato ele assumiu a Presidência por 83 vezes, num total de 324 dias.

O vice está na moda na atual temporada eleitoral. O PMDB andou pra lá, andou pra cá e acabou escrevendo certo, por linhas tortas. Sem nenhuma dúvida, a deputada Rita Camata é, pelo menos à primeira vista, a melhor solução entre todas as que foram tentadas, de norte a sul. O PT está entre uma alternativa “liberal”, bem vista a olhos empresariais, e uma solução caseira, que também pode ser feminina, apesar de que agora, depois de Roseana e de Rita, a questão perdeu a originalidade. Ciro vai ter primeiro que botar de pé a confusa Frente Trabalhista, para depois se preocupar com esses “detalhes”. Garotinho já perdeu um, por não ficar bem um candidato “socialista” ter um companheiro que militou nas fileiras do SNI de triste memória.

A experiência tem mostrado que o mais correto é escolher um companheiro de chapa que ajude no momento eleitoral e esteja, de qualquer modo, preparado para as eventualidades do futuro. Não precisa ser mulher, apesar da moda. Não precisa ser de uma região geográfica diferente. Na campanha de Fleury ao governo de São Paulo, em 90, o Vice era o ex-ministro Aloysio Nunes Ferreira, então deputado.

Os dois eram do mesmo sexo e da mesma cidade, São José do Rio Preto. O importante foi que Aloysio prestou um trabalho inestimável na campanha. Foi o aríete, a consciência crítica que acabou ferindo de morte o principal adversário, o ex-governador Paulo Maluf. E depois, no governo, não se limitou ao exercício das eventuais substituições. Acabou tendo um papel importantíssimo, dirigindo os mais significativos projetos da administração.

Nossa democracia teria muito a ganhar se, na escolha do Vice, fossem deixados de lado os critérios de sexo, local de nascimento, ou simples acomodação política da chapa, prevalecendo o soberano critério da competência. Vice é vice, com se diz popularmente, desdenhando a função. Mas, com escolhas mais apropriadas, muitos problemas poderiam ser evitados. Pois também, o futuro é o futuro. E dele, só Deus sabe.

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A eleição da mensagem, eleições presidenciais dos EUA

Durante o primeiro semestre, na abertura da temporada eleitoral, fui palestrante em mais de vinte eventos Brasil afora, levando informações, provocando reflexões, discutindo os instrumentos e as formas de atuação do marketing político. Na minha cruzada em defesa dessa atividade exercida com seriedade, continuei ressaltando a necessidade de um candidato se apresentar carregando uma mensagem cristalina, representativa da situação política dele e radicalmente adequada ao momento eleitoral.

Para exemplificar mostrava duas imagens que se repetiam naqueles dias na televisão, ilustrando o andamento das primárias, na eleição presidencial americana. Do lado democrata, Hillary Clinton aparecia em todos os comícios e reuniões cercada de militantes carregando cartazes contendo uma só expressão: “Hillary for President”. Já nas aparições de Barack Obama o que se lia nas propagandas similares era bem mais instigante: “Change we can believe in” – “Mudança, nós podemos acreditar”. Em menor número, um outro slogan alternativo, mas na mesma direção usado principalmente nas reuniões com apoiadores: “Stand for change” – algo como “Defenda a Mudança”.

Com essa confrontação entre os candidatos democratas, minha apresentação justificava, para ouvintes atônitos, o surpreendente crescimento eleitoral daquele senador negro, um quase desconhecido até então. A mensagem atingia corações e mentes dos habitantes de um país que convivia com uma guerra tão incompreensível quanto desnecessária, com níveis de desemprego alarmantes, com uma economia em franca deterioração. Poderia haver algo mais contundente do que propagar a ideia de uma MUDANÇA? Pois deu no que deu.

Por aqui, com as campanhas municipais em formação, mais uma vez a mídia discutia o reaproveitamento de estratégias, slogans e formatos já utilizadas em eleições anteriores, postura adotada até por marqueteiros de renome, em campanhas de muita visibilidade. Crivela, por exemplo, falou em “arrumar a casa”, um conceito requentado, usado também por Lula, no início do mandato.

Em todas as conferências e em inúmeras entrevistas, sempre me posicionei contra esse expediente, mediante uma constatação meridiana: cada campanha é diferente da outra, pois muda o candidato, muda o momento político, evolui a situação social e econômica. Até o mesmo candidato, quatro anos depois, deve merecer um tratamento diferenciado.

Com novos trabalhos em início de execução, era hora de passar da palavra para a ação, nos cinco projetos de consultoria para os quais estava sendo contratado, em três estados diferentes. Importante é que em todos eles havia um traço comum: o prefeito estava no cargo e se candidatava à reeleição. Mais uma vez optei pelo caminho de criar cinco campanhas diferentes,procurando encontrar soluções que melhor conviessem a cada uma delas. Importante: só em duas delas largamos em vantagem numérica na intenção de voto.

Em Campo Grande-MS, o prefeito Nelsinho Trad (PMDB) vinha no bojo de uma sequência de 12 anos, com administrações muito bem aprovadas pela população, primeiro com André Puccinelli e depois com ele próprio. A vontade de todos era que isso continuasse, por isso montamos a linha estratégica amarrada no slogan “Campo Grande cada vez melhor”.

No estado do Rio atuei em três campanhas. Em Macaé, o prefeito Riverton Mussi (PMDB) tem uma natural identificação com a população mais carente. E isso ficou ainda mais evidenciado com uma aliança, estabelecida com o PT, que indicou a candidata a vice. Na campanha ambos renovaram um “Compromisso com o povo”. A 25 km dali, em Rio das Ostras, Carlos Augusto (PMDB), o prefeito atual, estava em absoluto pé de igualdade com o deputado Alcebíades Sabino, prefeito anterior, numa disputa totalmente polarizada. As semelhanças eram imensas, por isso tivemos que encontrar, em pequenas diferenças, o mote que permitisse nos dar vantagem, na comparação entre os dois, para destacar que “Rio das Ostras merece o melhor”. Na pequenina Quissamã, com Armando Carneiro (PSC), as expectativas de crescimento foram traduzidas em “O futuro é agora”.

E em Uberlândia, segunda maior cidade de Minas Gerais, o administrador Odelmo Leão (PP) tinha feito um primeiro governo reconhecido por muitas obras e ações. Assim ele pôde anunciar que estava ali “Pra fazer mais”. E sem temer nem mesmo que seu adversário, um deputado combativo, mas carente de experiência administrativa, tentasse mostrar um plus, com um ganho em cima do nosso mote, alardeando que iria “Fazer mais e melhor” – um slogan oportunista, com baixa credibilidade por lhe faltar a base factual.

Mais do que simples bordões, ou slogans sacados por uma criatividade vazia, o que criamos foram linhas estratégicas de campanha, apresentadas em formatos facilmente entendíveis e assimiláveis, permitindo que todos os cinco candidatos fossem reeleitos no primeiro turno.

A equipe de Obama fez exatamente isso, em dimensões universais: a mensagem certa no momento certo. E com um candidato disciplinado, capaz de incorporar profundamente as ideias, dando a elas a melhor cara e a voz mais forte. A”mudança” virou mantra declamado como grito de vitória pela plateia embevecida: “Yes we can!” – “Sim, nós podemos”.

A esperança e a responsabilidade que o novo presidente carrega são imensas. E a pergunta que o mundo faz é o prosaico “e agora?”. (Nas nossas dimensões subdesenvolvidas tivemos uma esperança frustrada com Collor que, de caçador de marajás, passou a cassado.) Uma coisa é o discurso, outra a realidade. Com Obama não se poderá esperar meio termo: ou será o herói, salvador da Pátria e, por decorrência, do mundo ou o vilão Darth Vader de alguma versão re-filmada de “Guerra nas Estrelas”.

artigo de novembro de 2008.

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Análises diárias dos programas eleitorais de TV para presidente 2o. turno – Eleições 2014

Resenhas dos programas eleitorais de TV para presidente 2o. turno – Eleições 2014

* resenhas publicadas diariamente entre os dias 09 até 24 de outubro de 2014 no http://www.facebook.com/chicosantarita

Programa 1 – 2o. turno – 09/10/2014

‪#‎Dilma‬‬‬‬ – Estratégia = explorou duas vertentes.
1. Atacar Aécio tentando impedir que ele se consolide na liderança: os tucanos faliram o Brasil; falam mal dos pobres pela boca do líder máximo FHC; quando no governo produziram desemprego e fome; agora perdeu a eleição na terra dele – Minas.
2. Apresentar seu mote de ocasião – Governo novo, ideias novas – como se o PT não estivesse no governo há 12 anos. Pura cara de pau, prometendo fazer tudo o que já deveria estar sendo feito. Show de governadores eleitos, a começar por Minas, claro.
‪#‎Aécio‬‬‬‬ – Estratégia obscura, fez uma colagem com algumas bobagens:
1. Exaltou a mineirice dele e do avô Tancredo.
2. Fez uma fala longa e chata – só sobrou o agradecimento a quem votou nele e o chamamento aos que não votaram.
3. Apresentou um jingle geográfico citando o nome de todos os estados brasileiros.
4. Apareceu a biografia dele – que deveria ter sido reprisada nos programas do 1o. turno.
5. Mostrou os apoios que está recebendo. O PSB sem Marina, e candidatos de peso como Eduardo Jorge(PV) e Pastor Everaldo.
6.Comparou-se diretamente a Dilma – claro, com vantagem para ele.
7. Mostrou números produzidos por uma tal “Pesquisa Paraná”, liderando com folga – credibilidade zero.
CONCLUSÃO =
1. O melhor programa do Aécio foi o Jornal Nacional, que o antecedeu: cacete no escândalo da Petrobrás; pesquisa com credibilidade mostrando um empate técnico, mas com o mineiro na frente. E noticiou que a Justiça não viu irregularidades no caso do aeroporto de Claudio.
2. Entrar na briga de ataques com Dilma pode ser prejudicial para ele e bom para ela. Melhor seria se também na TV propusesse uma campanha limpa, como está fazendo nas redes sociais. E desse o bom exemplo.

Programa 3 – 2o. turno – 11/10/2014

‪#‎Dilma‬‬‬‬ – Estratégia: atacar Aécio. Está certa, pois tem que tentar segurar o inevitável crescimento dele. Pra isso mente sobre o “estrago” que o governo FHC teria feito na economia; sobre as “medidas impopulares” que Aécio promete tomar. Faz isso através de apresentadores e depois aparece pessoalmente como salvadora da pátria, dentro do espírito “fez tudo e descansou no 7o. dia”.
Fica impactante quando mostra que venceu a eleição em Minas (verdade!) enquanto o adversário apregoa que saiu do governo com 92% de aprovação (será mesmo?).
‪#‎Aécio‬‬‬‬ – Estratégia: atacar Dilma. Em geral não é boa postura para quem está na frente. E fica muito ruim quando o ataque sai da própria boca do candidato que falou duas vezes o nome da adversária.
A defesa é correta quando mostra carta de Dilma, rasgando elogios a FHC e ao governo dele e quando defende o Plano Real, que estabilizou moeda. Também é boa quando faz rir mostrando que o governo do PT sugeriu que, na falta de carne, o pessoal devia comer mais ovo. E faz pensar quando faz o contraponto com os ataques de Dilma – para ela o inimigo é o Aécio. Para este, o inimigo é a inflação, a corrupção etc.
O jingle bom, permeado por apoiadores, acrescenta emoção. As propostas em computação gráfica, mera distração.
CONCLUSÃO = O pior programa de Dilma e o melhor de Aécio continua sendo o Jornal Nacional: cacete na Petrobrás e, por consequência no governo do PT; uma carta compromisso de Aécio, que desmente a “presidenta nervosenta”; o mineirinho esperto nos braços da família de Eduardo Campos.

Programa 4 – 2º turno – 12/10/2014

#‎Aécio‬ fez um programa de extraordinária consistência política. Começou em Pernambuco, recebendo o apoio da família Campos com abraço emocionado de Renata, mulher de Eduardo, ladeada por Magdalena Arraes, a patriarca mulher de Miguel e mais o discurso forte do herdeiro João Campos.
Na sua fala, Aécio fez, com credibilidade, juras de amor ao falecido, ao legado político dele e ao Nordeste como um todo. Aí seguiram-se suas propostas para a região (pena que ilustrada com a inconsistência da computação gráfica).
E pra fechar com brilho expressivo veio Marina Silva que, apesar da cara emburrada de sempre, deu o seu apoio e prometeu o seu voto. Aécio arrematou dizendo que ela nada pediu e que o apoio não dependia de acertos, de cargos e outras mutretas. Bingo!
Pra ser perfeito faltou o candidato fazer uma menção ao Dia das Crianças e da Padroeira do Brasil. Havia tempo pra isso e teria pegado bem.
‪#‎Dilma‬‬‬‬ tirou o blazer vermelho de diaba e veio toda de branco, anjinha protetora das crianças e da família. Programa especial do Dia das Crianças, mas com o despautério de sempre: antes era tudo uma merda, ela e o PT consertaram tudo e, se reeleita teremos, como brinde, nada menos que o céu aqui na terra – as crianças norueguesas vão ficar com inveja.
Novidade: no final reapareceu o slogan do 1º. Turno: “mais mudanças mais futuro”. (Será que as pesquisas apontaram que o “Governo Novo, Ideias Novas” não pegou?)
ATENÇÃO: Se alguém souber por onde anda o guru geral (Lula) favor avisar no comitê central da campanha. Até agora (já se foi um terço do tempo de propaganda neste 2º. turno) e ele não deu o ar da sua (des)graça. O “poste” da vez está ficando sem luz…

Programa 5 – 2o. turno – 13/10/2014

‪#‎Dilma‬‬‬‬ voltou ao traje vermelho e às mentiras. Comparar a economia do Brasil, num governo tucano que começou há 20 anos atrás e terminou há 12 anos… pô! … é no mínimo uma tapeação para o povão, que talvez não consiga entender essa defasagem de tempo. É preciso compreender que o Brasil cresceu nesse tempo, fosse quem fosse o governo. Até e apesar do PT e da roubalheira.
Nas obras continua “eu fiz tudo e descansei no sétimo dia”. A Lei Maria da Penha parece ter sido feita por ela. E agora vem com uma outra invencionice: “a casa da mulher brasileira”. Bem … já há 5 (!) delas em construção. Atenção 102.609.055 mulheres brasileiras: podem começar a fila na porta pra serem atendidas!
Alvíssaras! Lula de volta! De volta?! Não foi bem assim. Falou um texto gravado no início do 1º. turno, reaproveitado pelos gênios marqueteiros da “presidenta incompetenta”. Cadê ele pra comentar as trapalhadas dessa “posta” que ele inventou? Atenção, apressadinhos: não vale trocar o “p” por “b”… estamos combinados?!
‪#‎Aécio‬‬‬‬ e seu programa merecem parabéns: repetiram aquilo que chamei ontem de “extraordinária consistência política”: a emoção em Pernambuco, com o apoio da família Campos; a Marina apoiando (ufa!) hoje com um discurso mais ampliado; propostas para todo o Nordeste.
Finalmente entenderam que a televisão é a arte da repetição. Das coisas boas como essa e não daquela besteira dos 92% de aprovação do Aécio ao deixar o governo mineiro…
Quem sabe eles aprendam mais até o fim da eleição. Tomara!

Programa 6 – 2o. turno – 14/10/2014

‪#‎Aécio‬‬‬‬ – Programa ruim, simples colagem, começa gastando um tempão debatendo o piso salarial dos professores de MG = emoção total em SP. RS, AM, GO, etc. Continua com a reprise de uma reunião tipicamente encomendada com sindicalistas – como todos sabem, uma categoria profissional de alta credibilidade.
E pra finalizar, repetem a biografia. Uivei no 1o. turno pedindo que mostrassem o candidato desconhecido. Agora perdem tempo mostrando um competidor que todos já conhecem.
Olha, gastar dez minutos no horário nobre da TV – em todo o Brasil – é … sei lá o que é que é…
‪#‎Dilma‬‬‬‬ – programa ruim, simples tentativa de amenizar o estrago que Aécio deve estar causando com seus apoios em Pernambuco e com Marina, a new-pernambucana, sempre mal humorada.
O Nordeste está uma maravilha; você aí, idiota (e eu) não sabíamos: Dilma fez tudo. O elevador Lacerda, os rios Beberibe e Capiberibe… e a transposição do rio São Francisco. Claro que ela não cita que a obra está 4 ou 5 anos atrasada e 4 ou 5 vezes superfaturada.
E o Lula apareceu!!! Reaproveitamento de gravação antiga na beira das águas correndo. O que ele disse? O de sempre … nem dá pra lembrar.
‪#‎CONCLUSÃO‬‬‬‬ = o Lula está fugindo, tentando preservar sua imagem, preparando-se para 2018. Ele já sabe que a “presidenta posta” que ajudou a eleger está fadada a voltar para a insignificância! Dele e dela…

Resenha do Debate da Band – 2o. turno – 14/10/2014

Fui dormir com o estômago embrulhado por ver tanta baixaria, tanta porcaria. É muito triste pensar que vivemos e amamos este País que tem uma presidente de nível intelectual e, principalmente moral, tão rasteiro. Pra terem uma ideia, teve que ser chamada de “leviana e mentirosa” e teve que engolir. Sabem por quê? Simplesmente porque ela sabe que é isso… Mas é muito mais: uma reles “presidenta nojenta”!!!

Programa 7 – 2o. turno – 15/10/2014

‪#‎Dilma‬‬‬‬ – O mote é que o Aécio perdeu em Minas: quem o conhece não vota nele. Estão exagerando na dose!
E o programa caprichou nos ataques, usando também momentos escolhidos da atuação de Dilma no debate da Band, na noite anterior: aeroporto, nepotismo, problemas na saúde, na educação, depoimentos com credibilidade.
Enfim, fizeram o serviço que a campanha do PSDB não faz corretamente com as brutais irresponsabilidades e roubalheiras do governo do PT.
Ah, sim, e cadê o acendedor de poste e de “posta”?
‪#‎Aécio‬‬‬‬ – O mote é que agora ele já está ganhando em Minas. Mas para isso apresentam a pesquisa do Instituto Veritá. Conhecem? É… eu até conheço: é um pequeno instituto de Uberlândia-MG que trabalha direitinho. Mas não tem credibilidade nacional.
Depois apresentou os seus bons momentos do debate, pressionando a “presidenta nervosenta”. No final – acreditem! Juro que é verdade! – veio um novo jingle, uma paródia boba de música da Ivete Sangalo. Eu, que sou meio tonto, pergunto: faltam dez dias pra eleição, a música que vinha tocando é boa … será que é hora de mexer com isso?
Sabem como Aécio pode liquidar a fatura? Com uma pesquisa Ibope, ou DataFolha, que lhe dê dois dígitos de vantagem em Minas. O resto é perfumaria, com cheiro e gosto de comida mineira amanhecida.

Programa 8 – 2o. turno – 16/10/2014

‪#‎Aécio‬‬‬‬ pegou fundo no escândalo da Petrobras – “não dá mais para aguentar” – inclusive com pessoas falando. Depois entrou forte em Minas, apresentando o estado como exemplo para o Brasil – estava quebrado, mas com ele foi recuperado. E fechou com a pesquisa Veritá, mostrando que está ganhando em Minas.
Programa sem grande brilho, mas também sem comprometer – a não ser com o apresentador de vasta cabeleira desgrenhada… e pequena credibilidade.
‪#‎Dilma‬‬‬‬ muito em close, com a cara bolachuda em evidência, gabou-se de criar a “nova classe média”, inclusive com historinha de uma mulher (a famosa quem?) que teria ascendido na vida.
Chico Buarque, muito envelhecido na aparência veio apoiá-la, com ideias também envelhecidas. Igual o ex-presidente do PSB que não conseguia ocultar o ressentimento por ter sido apeado do partido de Eduardo Campos.
E Lula deu as caras! – é verdade, sabe-se que ele tem várias. Na de ontem pediu um momento de reflexão pois agora as pessoas podem estudar, pegar um avião etc etc. Tomara que as pessoas também reflitam sobre a roubalheira desenfreada com o governo dele iniciou e o de Dilma está fechando com chave de ouro! Opa! Talvez seja a mesma chave que tem aberto os cofres da Petrobrás…
‪#‎DebateSBT‬‬‬‬ = pouco antes, Aécio simplesmente arrasou a “presidenta confusenta”:
– chamou-a de mentirosa repetidas vezes;
– apontou as incongruências dela com propriedade;
– pediu respeito a Minas, aos mineiros e aos brasileiros;
– mostrou-se preparado por um lado e agredido por outro.

Programa 9 – 2o. turno – 17/10/2014

‪#‎Dilma‬‬‬‬ mostrou os melhores momentos dela no Debate da Band: ataques a Aécio. Depois apresentou uma cena do Debate da Globo, onde Aécio se estranha com Marina (Pode? A Globo sempre exige que o debate não seja usado. E tem mais: a legislação impede mostrar pessoas de outro partido. Com a palavra o TSE.)
Depois veio em defesa do emprego e dos direitos do trabalhador, cercada pela pelegada do PT. E com a apoio de Chico Buarque… quem diria?
E no final, Lula revivido disse que “ainda não construímos o País dos nossos sonhos”. Uai! Doze anos foi pouco pra isso? E também disse que a mudança tem que continuar. Pelo menos se eles mudassem… deixando de roubar.
‪#‎Aécio‬‬‬‬ mostrou os melhores momentos dele no Debate da Band: ataques a Dilma, mas também propostas e a excelente fala com que encerrou sua participação como um estadista que quer mudar o Brasil pra melhor.
Um apresentador mostrou que Aécio é atacado por uma campanha de baixo nível, de mentiras e provocações porque lidera as pesquisas, ameaçando terminar com a orgia petista, às custas do nosso rico dinheirinho.
Fechou o programa com dezenas de artistas de bom nível, de Ney Latorraca aos sertanejos todos, fazendo um apoio consistente: “por que estou com Aécio”.
E no minuto final, caiu nos braços do povo, Brasil afora.
‪#‎Conclusão‬‬‬‬ = pelo que os programas mostraram, o melhor no Debate foi Aécio, mais uma vez. E, de resto, os dois se equilibraram nessa corda bamba ensaboada que virou o segundo turno.

Programa 10 – 2o. turno – 18/10/2014

‪#‎Aécio‬‬‬‬ = um programa exemplar!
Começou mostrando um projeto para o Brasil, com uma participação excelente de Marina Silva num encontro com Aécio. A indecisa decidiu: Aécio é o novo Lula. Este lutava contra os desacertos da política nos anos 90; o mineiro encarna o papel agora.
Daí foi para um clipe onde artistas + personalidades + populares optam por Aécio.
Daí foi, sem agredir, para um “Por que mudar?” mostrando os problemas que vivemos: inflação, juros, impostos, incompetência etc…
‪#‎Dilma‬‬‬‬ = um programa demagógico.
Toda de branco, ressaltou o “Dia do Médico” que foi hoje… Você sabia? Cumprimentou seu médico(a)? Pois vc é um irresponsável… e eu também. (Ô Maísa K… desculpa, vai! Ano que vem te ligo pra dar o abração que Vc merece.)
Mas ela, a “presidenta relutanta” passou rapidinho pro problema da segurança. Bem parecido, né?! E aí … pasmem!!! Prometeu mudar a Constituição! Assim, simples e direto. (O problema é que o povão pode achar que um presidente(a) pode mesmo fazer isso.)
Terminou com Lula, com a aquela cara de … lula … tentando provar o improvável: é Dilma pra continuar O que está aí. Claro que ele não se refere à roubalheira que, todos sabem, começou no governo dele … e ele faz cara de quem não sabia de nada! Toc, toc, toc.

Programa 11 – 2o. turno – 19/10/2014

‪#‎Dilma‬‬‬‬ = Metade do programa para falar mal da falta de água em SP = culpa do Aécio, claro, pois é o modelo de governo tucano que ele segue. E ela, como é boazinha, chegou até a oferecer verbas para obras na Sabesp. Evidentemente a estiagem foi ignorada e finalizou com a advertência: “É assim que os tucanos querem governar o Brasil”. Só faltou dizer que faltará água até no Amazonas.
Uma revelação surpreendente: “é Aécio quem tenta atingir Dilma com acusações”.
‪#‎Conclusão‬‬‬‬ 1 = com tantos ataques dos dois lados, quem está sendo atingido sou eu, somos nós que temos que assistir, por dever de ofício.
‪#‎Aécio‬‬‬‬ = Começou com a família em cena: mãe, mulher, irmã, filha & filhos. E a partir daí veio com o programa Mães de Minas que evidentemente vai virar Mães do Brasil, ou algo similar.
Engatou um promessão, despejando “propostas” a granel, com aquela computação gráfica de credibilidade no mínimo discutível. E no final, a reunião apressada, sem explicar direito, dos temas em que o governo Dilma falhou: inflação, impostos, crescimento baixo etc, para no final perguntar: “Você quer mais 4 anos disso?”
#Conclusão 2 = O que eu quero de verdade é que essa campanha acabe de uma vez, já que os 4 anos que virão… só Deus sabe como serão!

Programa 12 – 2o. turno – 20/10/2014

‪#‎Aécio‬‬‬‬ = Começou mostrando pesquisas: Ibope e DataFolha antigos e uma Istoé/Sensus onde diz que tem (Pasmem! Juro que é verdade!) 58,8% contra 41,2% da Dilma. Mas… gente… estava anunciado desde ontem que hoje sairia pesquisa nova. E o que aconteceu? Pouco antes da bobagem deles, o DataFolha, no Jornal Nacional deu 3 pontos de vantagem pra Dilma. Ou são ingênuos, ou são incompetentes!!!
Depois veio uma avalanche do que ele fez em MG quando governador: texto corrido, apressado, terminando com os 92% de aprovação que, eles também não perceberam até agora, não tem credibilidade nenhuma. E seguiram-se propostas, também atropeladas, um locutor que metralha as palavras… um horror!
Por fim, os debates: modestamente, ele venceu todos! Trechos apresentados sem nenhum sincronismo, nenhuma estratégia.
Pra terminar, uma boa passeata no Rio e um desnecessário jingle. Típico programa de quem está disparado na frente. Só que o DataFolha no JN mostrou exatamente o contrário.
‪#‎Dilma‬‬‬‬ = Começou com o cacete de sempre, desta vez no Armínio Fraga, nas “medidas impopulares”, na economia que vai acabar com os bancos pois, nas palavras do próprio Armínio, “ninguém sabe o que vai sobrar”. Ela, bonitona, vai ficar ao lado do povo.
No tema Petrobrás, deu nó em pingo d’água, fazendo crer que a roubalheira é um absurdo e você, aí em casa, pode dormir tranquilo, porque a “presidenta xerifenta” vai acabar com isso, vai punir, prender e arrebentar.
Pra cumprir o ritual, um caminhão de propostas. Descabidas, como a “Casa da Mulher” que já tem “três delas sendo construídas”, mas que chegam aos ouvidos populares, pois quem falou e mostrou é o cara que está construindo.
Chave de ouro: Lula mostrando que ela tem história, e … é do povo, enquanto “o outro é um filhinho de papai”.
‪#‎Conclusão‬‬‬‬ = todos os jornais, rádios e tevês falam da falta d’água. Ontem Dilma cometeu uma insensatez falando do assunto equivocadamente. Hoje Aécio nem tocou no assunto. Repito com tristeza: ou é ingenuidade, despreparo. Ou é incompetência!!!

Programa 13 – 2o. turno – 21/10/2014

‪#‎Dilma‬‬‬‬ = o programa em uma palavra: DINAMISMO.
Começou com um funk/rap/sambão de forte apelo popular. Aí veio a pesquisa DataFolha: 52 a 48.
Segue-se Dilma num repeteco das conquistas do seu governo – mais empregos, educação, médicos, infraestrutura, menos fome – introduzindo o tema do dia: apoio à agricultura. Claro que os números são manipulados, tudo exagerado, show de imagens e de apoios. Mas acaba criando credibilidade. Ela diz que o governo está “há décadas sem investir no campo”. E ninguém rebate com firmeza, mostrando que a última dessas décadas foi exatamente o governo petista.
No final, o chamamento de Lula para os indecisos, no caminho da grande vitória.
‪#‎Aécio‬‬‬‬ = o programa em uma palavra: PALAVRÓRIO.
Começa com uma longa fala dele explicando atropeladamente o “por que mudar”: ideias soltas, sobra pouco na lembrança.
Segue-se um jingle onde a expressão máxima é o vazio “Agora é Aécio”, que por um lado soa sem sentido, por outro, um certo imperativo. Tenho me perguntado qual a mensagem que essa expressão traz? Alguém sabe?
Aí veem as “Propostas”: soltas, sem uma amarração que lhes dê consistência. Também é assim o povo falando. Mais um jingle cheio de sertanejos.
Só no último minuto vem uma pegada forte. Dilma afirmou no último debate que a ferrovia Norte-Sul está terminada. A reportagem vai lá e mostra que está parada. Tema bom, pouco explorado, solto no meio do palavrório.
‪#‎Conclusão‬‬‬‬ 1 = Dilma mostra por que NÃO MUDAR. Aécio não convence com uma MUDANÇA que não se materializa.
#Conclusão 2 = O indeciso que assistiu os 2 programas tenderá a optar por NÃO MUDAR.

Programa 14 – 2o. turno – 22/10/2014

‪#‎Aécio‬‬‬‬ = Continuou o “palavrório” de ontem, hoje uma pouco mais articulado. Abriu o coração ferido pelas mentiras, calúnias e covardias da adversária. Defendeu-se dizendo que vai ampliar os programas sociais, não vai acabar com a importância dos bancos federais, etc. Atacou de vítima: “Por que tanto ódio?” E de machão: “Não tenho medo do PT!”
Depois veio Marina, sempre com sua fala onde diz tudo… e não diz quase nada. E veio o apoio de Renata Campos, a viúva de Eduardo… o que que ela disse mesmo? E o jingle, cantado pelos mesmos.
Dois momentos de questionamento:
– A mocinha e o cabeludo desgrenhado (sem nenhuma credibilidade – não dá pra entender a insistência com ele) na mesma ladainha: O PT diz que o inimigo é o Aécio, que diz que o inimigo é a inflação, a corrupção, etc. Dá rima, não sei se dá resultado.
– Dilma disse no debate que “a integração do rio São Francisco está em pleno vapor”. A reportagem aécista vai lá e pega na mentira.
Conclusão 1 = esses questionamentos técnicos, mais aprofundados e documentados deveriam estar acontecendo há muito tempo.
Conclusão 2 = o palavrório inicial tenta fazer com que as pessoas pensem. É a implantação da racionalidade que deveria ter sido feita no início. Não foi. Agora é tarde, pois com os nervos à flor da pele, quem começa a comandar é a emoção.
‪#‎Dilma‬‬‬‬ veio na emoção, falar “aos corações e mentes dos brasileiros”: a vida melhorou, o outro quer fazer o que já estamos fazendo, a certeza de continuar as obras e programas sociais.
Aí cabe também, e com precisão, o funk/sambão popular cantado por gente igual você que taí na periferia… Nem precisa dizer, o povão se incorpora.
E a “presidenta gordenta” cai rebolando nos braços do povo, enquanto o inefável Lula compara 2 projetos de Brasil: vida melhor para todos (PT) X atraso; os pobres (nós) X os ricos (eles).
Ah! O programão promessão vermelhão acaba interrompido cerca de 2 minutos antes de terminar, por “infração da lei eleitoral”. Sabem qual foi? Dias atrás, o mesmo capo de tutti capi tinha feito uma inocente pergunta: Dilma foi presa pela Ditadura… onde estava Aécio enquanto isso? O TSE reconheceu que o então garoto tinha 10 anos e deveria estar jogando bolinha de gude em algum lugar,,,
Isso é um ícone pras deformidades que o PT vem cometendo nessa campanha. Conclusão = O que a propaganda de Aécio não teve competência para apresentar e discutir no momento de estruturar a RAZÃO para votar nele, é quase impossível fazer agora, quando a EMOÇÃO comanda o espetáculo.

Programa 15 – 2o. turno – 23/10/2014

‪#‎Dilma‬‬‬‬ – Praticamente repetiu o programa de ontem: criou empregos, mais médicos, o país cresceu. Tem credibilidade quando diz tudo será mantido e vai fazer muito mais. Num final pra cima cai nos braços das pessoas – gente e mais gente – a imagem montada de uma MÃE DO POVO.
‪#‎Aécio‬‬‬‬ – também praticamente repetiu o programa de ontem. Hoje com a pesquisa que lhe dá a vitória, desmentida solenemente pelo Jornal Nacional. Programa frio, pregando uma mudança difícil de aceitar. Apesar dos apoios, dá a sensação de estar SOZINHO.
Conclusão: Há que se acreditar em milagres…

Programa 16 – 2o. turno – 24/10/2014
‪#‎Aécio‬‬‬ = Passeio de imagens pelo Brasil – bandeiras, gente, alegria etc. Candidato nos braços do povo.
Pesquisa IstoÉ/Sensus com ele na frente.
Tema: mudança – ele tenta explicar o impalpável.
Apoios: Marina, Neymar (Novidade! Será que vale? Acho que o pessoal gosta mais dos gols dele na seleção…) e mais famosos-quem?
Música: o “Agora é Aécio” sem sentido, acompanhado pelo Hino Nacional cantado pelo povo, cheio de sentimento.
Denúncia Revista Veja: Lula e Dilma sabiam de tudo.
‪#‎Dilma‬‬‬ = Denúncia Revista Veja: Lula e Dilma não sabiam de nada.
Passeio de imagens pelo Brasil – bandeiras, gente, alegria etc. “Presidenta abraçenta” com o povo.
Pesquisas Ibope e DataFolha com ela na frente.
Tema: mudança – ela mostra que já fez, reconhece que há muito por fazer e se capacita a fazer mais
Apoios: Lula e mais famosos-quem?
Música: o “Funk do Passinho” que mexe com todos os sentidos.
‪#‎Conclusão‬‬‬: empate técnico. Pela margem de erro podemos afirmar que quem vai perder é o Brasil!

‪#‎DebateNaGlobo‬‬‬ – 2o. turno – 24/10/2014
‪#‎Aécio‬‬‬ = Sempre bem articulado, presença física boa… mas, como peessedebista da gema, fala difícil para o entendimento do grande público. Exemplo: “o perverso aparelhamento da máquina pública” – sabe o que a dona de casa lá em Parelheiros pode pensar? – que um sujeito muito mau quebrou a computador de uma repartição. E vai por aí, com “o crescimento pífio”, a “demanda reprimida”, “o ministério virou um loteamento político”. Em compensação, corporificou a ideia mais importante de todo o debate: “querem acabar com a corrupção? É só tirar o PT do governo!”
‪#‎Dilma‬‬‬ = um pouco mais nervosa do que em debates anteriores, gaguejou um pouco, chegou a se dirigir a um perguntador da plateia como “candidato”; a uma assistente economista recomendou que ela se qualificasse no Pronatec (programa de cursos técnicos). Manipula números e mente descaradamente, mas como as pessoas não conseguem decodificar, fala para o entendimento total dos telespectadores: “vocês quebraram a Caixa”, “nós aumentamos o número de empregos e os salários”, “o governo de vocês aumentou a inflação”. “Vocês” são os perversos, “nós” somos os salvadores da pátria.
Conclusão: no frigir dos ovos, Aécio pode ter sido um pouco melhor. Mas Dilma acaba fazendo seus pontinhos nas pesquisas.
A decisão ficou pro jogo final, no domingo!

Resenha do dia da ‪#‎Eleição2014‬‬‬ 26/10/14
Quatro razões que podem levar a uma VIRADA, com provável vitória de Aécio:
1. As principais pesquisas – DataFolha e Ibope – mostram uma inversão da tendência: Dilma, que vinha crescendo, começou a decrescer; Aécio que vinha com a linha de intenção de voto virada pra baixo, passou a ter uma tendência positiva.
2. A matéria de capa da revista “Veja” é muito forte e tem condições reais de ser verdadeira. É que o procedimento da “delação premiada” exige que o delator fale a verdade. Tudo o que ele diz é checado pelos juízes e promotores. Se mentir, corre o risco de ter o benefício cancelado. De todo modo, é um tema que pode causar dúvidas no eleitor.
3. Mas a covarde agressão à Editora Abril é incontestável. As imagens não mentem, o montão de lixo está lá na porta, as pichações também. Esse fato pode até ser mais significativo do que a matéria da revista.
4. O Jornal Nacional de ontem deu um perfil dos dois candidatos, com padrão Globo de qualidade: ambos muito bem feitos. O de Aécio, porém, é muito mais revelador do que o de Dilma, pois mostra uma pessoa de bem e um político consistente. Foi a melhor “apresentação” dele em toda a campanha, coisa que nem os programas de tevê do próprio PSDB fizeram com tanta competência.
De qualquer modo, daqui a 8 horas o Brasil começa a viver um outro momento da sua história.
Resenha do ‪#‎ResultadoEleições2014‬‬‬
Finalmente – e com muita dor no coração – entendi a imbecilidade do slogan usado no segundo turno. É a continuidade da sequência…
… foi o ‪#‎Serra‬‬‬!
… foi o ‪#‎Alckmin‬‬‬!
… foi o Serra de novo!
… AGORA É ‪#‎AÉCIO‬‬‬!

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Resenhas dos programas eleitorais para presidente 1o. turno

Análises dos programas eleitorais do 1o. turno dos três principais candidatos a presidência da República.

Resenha dos programas 19 – 30/09/2014

‪#‎Dilma – tecnicamente um programa muito correto: insiste nas propostas desde o início da programação, “água mole em pedra dura…” fazendo parecer que elas são viáveis. Dá umas porradinhas na credibilidade dos adversários, mostrando as “contradições” deles. E no final, já que estamos na semana da eleição, ensina como votar. No 13 é claro.

#Marina – tornou-se candidata na morte de Eduardo Campos, cresceu nas pesquisas em cima da emoção daquele momento. Aí, durante a campanha, quis ser aceita racionalmente, tentando mostrar-se preparada para a presidência… e está desabando nas intenções de voto. Neste programa, voltou pra emoção, com a presença da família do falecido. Será que não vai parecer oportunismo? Acho que vai…

#Aécio – programa muito forte de ataque a Dilma, apresentando trechos do debate da Record, em que fala sobre corrupção e maioridade penal – do outro lado da tela, a candidata com cara de tonta.

Depois despejou um balaio de propostas sem eira, nem beira – como dizem os mineiros. Devia ter aprendido, com o pessoal do PT, que isso é um processo que se estabelece durante toda a programação e não uma descarga no fim da festa.

Ah, sim, e seu programa não mostra como se vota – deve achar que todos tem obrigação de saber…

Resenha dos programas 18 – 27/09/2014

#Marina programinha xoxo de doer = a inflação e os juros altos prejudicam os trabalhadores. E daí?
Ela, que veio lá do seringal, que teve não-sei quantos filhos com não-sei-quem é quem vai resolver. Mete um emocional, quer dar uma de Lula (o operário), mas se esquece que o Lula só prevaleceu em 2002 quando apresentou uma equipe consistente e se liberou das babaquices de ranço humildes, como se isso fosse a condição para ser presidente…

#Aécio pegou outra pesquisa meia-boca, tentando mostrar que está se viabilizando – faz parte do jogo.
Depois fez correta argumentação anti-petista, mas continua se esquecendo que Dilma está no 2º. turno e a briga dele é com Marina.
Depois, uma bobagem publicitária chama as pessoas (pelos nomes) a virem com ele. Aliás, não citou o meu nome, nem da maior parte dos brasileiros(as).
No final veio com aquele tapa de gato, que tenta não mostrar a mão, dar mais uma porrada na Dilma. Mas… com ele tem sempre um “mas”… o sujeito que nos chamava para uma reflexão tinha credibilidade zero. Triste…

#Dilma, que bate todos os recordes mundiais de cara de pau, virou a paladina anti-corrupção. Até o Judiciário vai obedecer a ela e punir os corruptos – isso é o que se chama “legislar em causa própria”. Pois corrupção é matéria na qual a companheirada é craque.
Também veio com a salvação nacional de sempre, sendo que em Pernambuco foi tudo ela quem fez. Eduardo Campos, onde quer que esteja, deve ter ficado meio “p” da vida (ou da morte).
E virou escárnio completo quando apresentou trecho do seu discurso eleitoreiro na ONU. Meu Deus, esse pessoal perdeu o mínimo minimórum da decência, do respeito aos cidadãos, do amor à pátria. Aliás, foi o próprio Vice dela, Michel Temer, quem num repetido ato falho, insistiu que o Brasil precisa de um Presidente (com “e”) pra por ordem nessa bagunça nacional.
Modestamente, acho que precisamos de um(a) ESTADISTA. Aqui, sim, dona Dilma, o “A” final se aplicaria também à Senhora, claro, se a Senhora fosse realmente uma estadista e não uma simples “presidenta indecenta”.

Resenha dos programas 17 – 25/09/2014

#Aécio mostrou uma pesquisa Vox Populi na qual Marina cai pra 22% e ele sobre pra 17% – empate técnico. A propósito disso se coloca no páreo pregando “o voto útil para vencer o PT” – nele mesmo, claro.
Também repete a biografia – aquela que faltou no início dos programas – encadeia seus “compromissos” em computação gráfica (baixa credibilidade) e repete os apoios (alta credibilidade).
É… desespero faz candidato acreditar até em pesquisa que pode ser desmentida amanhã ou depois pelo DataFolha que vem aí.

#Dilma continua na série “eu fiz tudo e descansei no 7º. dia”: acabou o desemprego, a fome e a desigualdade social; aumentou a renda, as carteiras assinadas, a qualidade do emprego; há mais escolarização e estímulos ao professor. E, no capítulo “turismo eleitoral”, o Rio Grande do Sul é uma belezura só.
Fora o que ela ainda vai fazer: especialidades médicas, mobilidade urbana, segurança integrada. Com ela, “presidenta onipotenta”, até o judiciário vai funcionar melhor.

#Marina veio com um bom discurso sobre os direitos do cidadão. Ou seja, tudo isso que a “presidenta operanta” diz que fez é obrigação e o povo não lhe deve favor algum.
É o segundo turno já em ação. Pelo menos a ex-petista arrependida diz que quer ser presidente – como mandam as boas regras da nossa inculta e bela última flor do Lácio.

Resenha dos programas 16 – 23/09/2014

#Marina – Reclamei que o pgm 15, de sábado, ainda não tinha sido postado na manhã de domingo. Mas logo em seguida ele apareceu, com uma boa fala dela condenando a corrupção do governo do PT.

Depois desfilou um listão de “compromissos” que não passam de promessas vazias. É assim: “desta água não beberei”, para em seguida mergulhar de cabeça no lago poluído da enganação política.

ONTEM = Continuou dando cacete bem organizado na corrupção – Petrobrás – e em Dilma, com Aécio de raspão – acusa por não terem pgm de governo. Mantem-se viva à espera do 2o. turno.
#Aécio – INACREDITÁVEL:

-Conversa palavrória falando dos portos brasileiros que estão mal, enquanto Dilma investe em Cuba = alguém já disse pra ele que a adversaria a ser enfrentada é Marina?

-Reapresenta sua biografia = alguém já disse pra ele que isso tinha que ser feito (e não foi) no início dos programas de TV?

Campanha errática, feita por quem não sabe o que fazer. Parece o Serra de 4 anos atrás.

Dá vontade de chorar!!!
#Dilma continua mostrando que fez tudo … e mais um pouco! – palavras de Fernanda Zuccaro, companheira de trabalho e de vida deste escriba.

Ontem a “presidenta visitanta” viajou pelas grandiosas usinas elétricas em construção. (Não se fala em atrasos, claro. Nem em superfaturamento, claro. Nem no aumento de tarifas que vem aí, claro.)

No final aquele toque popular que parece mostrar que ela é gente como a gente. Arre!

Mantém-se viva – e esperta! – à espera do 2o. turno.

Resenha dos programas 15 – 20/09/2014

#Marina – ontem não pude assistir o programa eleitoral ao vivo. Agora, 10h30m, recorri à internet, como já fiz outras vezes, e o programa ainda não está postado. Isso mostra um certo desacerto dos marineiros. Já os últimos 2 programas dela tinham sido meia boca, mal-arranjados, requentando discursos feitos nos dias anteriores.

Pessoal: gritaria de discurso em praça pública não é fala para TV. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Será que já perderam o pique?
#Aécio juntou lideranças sindicais num cirquinho armado, de baixa credibilidade: as pessoas sabem que, quem está ali, está ali pra falar bem do candidato…

No final valeu a comparação repetida (aprenderam!) entre as posturas passadas de Dilma + Marina = farinhas do mesmo saco.
#Dilma deu show, com um programa avassalador, a ilha da fantasia levada às últimas consequências:

as pessoas com deficiência estão todas atendidas;

a Bahia só foi descoberta por Cabral; o resto foi Dilma quem fez;

casas, viadutos, escolas… um mundaréu de coisas.

Por último a “presidenta visitanta” ainda meteu o corpanzil casa a dentro do povão baixa renda.

(E depois aparece na imprensa que é o marketing político o responsável pelas deformidades criadas por alguns “marqueteiros”.)

Vou-me embora pra passárgada…

Resenha dos programas 14 – 18/09/2014

#Marina discursou sobre os assassinatos de líderes ambientalistas no Acre (???) pra puxar a questão do meio ambiente. E daí veio nadando até a falta d’água no sudeste. É a grande temática… da vida dela. Eleitoralmente é como “chover no molhado”.

Acabou com Gilberto Gil, solitário, cantando uma homenagem pra ela.
#Aécio confirma que os marqueteiros dele aprenderam a fazer TV eleitoral (não será tarde demais?) com um programa racional.

Mostraram uma nova biografia – mal ilustrada, modernosa – mas correta no conteúdo. As pesquisas devem ter apontado que ele ainda tem nichos populares de desconhecimento. Se tivessem feito isso no início não precisava fazer quando a campanha está terminando…

Numa fala se coloca entre as duas adversárias (sem ofendê-las) como a alternativa de mudança segura.

E termina com muitos apoios de políticos artistas … e até de pessoas do povo… arre! … não é que eles aprenderam mesmo!!!
#Dilma continua vivendo na ilha da fantasia. Seu programa regozijou-se de o país, segundo a ONU, “ter saído do mapa da pobreza”. Graças ao Bolsa Família e ao Lula. Será que alguém vai dizer que é muito pouco pra 12 anos de governo da companheirada?

Pra azar dela o Jornal Nacional tinha mostrado, pouco antes, pesquisa do IBGE apontando que, no último ano …

… a taxa de desemprego aumentou;

… a distribuição de renda só ajudou aos + ricos;

… diminuiu o número de empregos entre os + jovens.

Aí terminou gloriosamente com miríades de artistas apoiando-a. Será que alguém vai perguntar quantos ali são beneficiários das gordas verbas de “apoio à cultura”?

Resenha dos programas 13 – 16/09/2014

#Marina ataca Dilma para dizer que não vai acabar com o Bolsa Família, pois passou fome. Será que ela pensa que vai conquistar os eleitores nordestinos da “presidenta incoerenta”? As pesquisas dizem que o eleitor dela é outro. Assim sendo sobrou a briga entre as duas.
#Aécio não atacou ninguém. Fez um programa bem correto, assentado, mostrando que está preparado, pois governou Minas, onde fez programas sociais que serão expandidos para o Brasil todo.

Calçou sua fala com uma dezena de apoios de artistas conhecidos.

Vejam só: pouco antes do programa eleitoral o Ibope mostrou no Jornal Nacional Aécio em significativo crescimento e as briguentas em queda. Se continuar assim…
#Dilma atacou os “governos tucanos” tentando atingir Aécio. Repetiu programa de uma semana atrás, no qual propagandeia o “combate à corrupção” como foco maior da sua atuação. Será que dá pra acreditar?

Depois veio a Dilma “estadista” com Deus e o mundo lhe reverenciando – do Papa até a ONU.

E acabou afagando os jovens, numa conversa fiada com a companheirada petista.

É duro ter que assistir essa xaropada… Ossos do ofício!

Resenha dos programas 12 – 13/09/2014

#Marina virou o Lula de saias na auto-comparação dela. Alguém poderia perguntar se ela vai criar um novo mensalão? Se ela vai eleger postes como Haddad e Dilma? Se ela vai colocar “companheiros” sugando a máquina governamental em proveito próprio? Etc? Etc? Etc?
Recolocou no ar sua biografia. (Coisa que Aécio, o mais desconhecido dos candidatos, só fez no quinto programa, achou que todo mundo viu, e nunca mais se falou disso…)
No final veio um novo refrão: “Olha a Dilma saindo, olha a Marina chegando”. Meu Deus! Fiquei com a estranha sensação que o Brasil pode acabar trocando seis por meia dúzia. Vem aí a companheirada da Rede!

#Aécio veio com uma “conversa franca”, onde falou de tudo e, mais uma vez, não disse nada, não sobrou nada. Palavroso, salvou o Brasil em três minutos.
Está perdidinho da silva! Parece um daqueles cães São Bernardo tentando encontrar um caminho nas “neves”.
Eureka! Depois de se passarem dois terços da programação eleitoral, o programa repetiu um conceito: a boa comparação entre o histórico político dele e o das duas moçoilas candidatas. Até o fim da campanha é capaz que eles descubram que precisam mostrar de novo a biografia e os apoios. Descubram, enfim, que a televisão é a arte da repetição. Tomara!

#Dilma, a “presidenta repetenta” continua repetindo a fórmula “segura o que tenho e, por favor, não dê solavanco”. Você vê um programa e parece que já viu todos: é o Brasil, a ilha da fantasia.
Só muda o tema: desta vez falou da expansão da internet, através da banda larga. E com total credibilidade, já que o PT usa o veículo com maestria, principalmente para destratar adversários.
Continuando a série “O Brasil é meu”, mostrou que tudo o que foi feito em Minas Gerais… foi feito por ela – um verdadeiro chute no saco (que já deve andar meio cheio) do mineirinho.
Resumo geral dos três: esta campanha está nojenta! Levy Fidelix é mais coerente…

Resenha dos programas 11 – 11/09/2014

‪#‎Aécio mais uma vez apresentou um programa porreta. Mostrou-se uma oposição séria, articulada, apontando as semelhanças da atuação política das duas adversárias e destacando sua coerência oposicionista. Lembrou que não basta prometer aleatoriamente como as adversárias fazem, contrastando com ele, que garante fazer porque fez quando governou Minas.
O jingle cantado por miríades de artistas é bonito. Mas me lembrou a campanha de 1989, com o “Lula lá”, rebatido pelo jingle de Collor cantado por populares, sublinhados por uma advertência: “Nossos verdadeiros artistas são o povo brasileiro”.
Se o ritmo desta semana fosse presente desde o início da propaganda… talvez a eleição estivesse tri-partida. O fato é que ele tinha 20% de intenção de voto, ao se iniciar o horário eleitoral. Agora tem 15%. Será que vai dar tempo de voltar ao jogo?

‪#‎Dilma continua defensiva, tentando segurar o patrimônio da intenção de voto que tem, empurrando com a barriga que, aliás no caso dela, anda meio grandinha.
Palavrório, números e computação gráfica, imagens bonitas a fartar. Mostrou que resolveu completamente o problema da segurança. Desembarcou no Rio de Janeiro mostrando que a cidade está uma beleza e que ela fez tudo.
Você acredita? Então saia da sua casa sozinho(a), às 11 da noite, pra dar uma caminhada de uma hora pelo seu bairro…

‪#‎Marina respondendo óbvias perguntas do “povo” – fórmula pobre, antiga, de baixíssima credibilidade, já que o eleitor sabe que é uma situação artificial, montada. É aquele programa que se chama “falta de programa”. Fala de tudo um pouco, nada acrescenta.
Quem assistiu a programação de hoje viu que, num balanço geral, Marina perdeu. Mas, infelizmente, pouca gente está assistindo…
Resenha dos programas 10 – 09/09/2014

#Aécio veio com o programa mais consistente da campanha de TV: falou indignado dos desacertos do governo Dilma, colocando-se como a opção correta para o País funcionar e voltar a crescer.
O ponto alto: depoimentos de 10 lideranças nacionais, de norte a sul, leste e oeste, de FHC a Alckmin, apoiando a candidatura dele, mostrando por que ele é o “melhor” candidato.
Perguntas: mas por que só agora? Uma biografia no programa 5; os apoios no programa 10. Já passamos da metade da programação eleitoral, faltam 20 dias para a eleição … será que dá tempo?

#Dilma na defensiva, mostrando “revolta e repulsa” contra a corrupção. Por que então não tomou providências sérias desde o início do seu governo, quando inventaram uma “faxina marqueteira”. Se tivesse faxinado pra valer não precisava estar se desculpando agora, tentando mostrar que o governo dela é quem combate as maracutaias, através da Polícia Federal, da COAF, etc. Só faltou dizer que foi ela quem puniu os mensaleiros no Supremo…
Mas foi ela quem fez todas as obras em São Paulo e no Brasil – país maravilha, na marquetagem sacana da TV da “Presidenta indecenta”.
Ah, sim, o inchaço físico dela talvez se explique por uma possível gravidez. Ela disse que está sentindo “as dores do nascimento de um novo Brasil”. Vade retro!

#Marina deu uma murchada, com um texto meio insonso colocando-se como a opção diferente na polarização PT / PSDB.
Passou de esguelha pelo problema Petrobrás, sem se referir à “quadrilha” que tinha anunciado nos jornais do dia. Apenas mostrando que iria fazer um projeto de recuperação da empresa. Talvez essa postura suave deva-se ao fato de que Eduardo Campos – seu mentor e patrono – está sendo acusado de ter-se beneficiado do esquema.
No final apresentou o depoimento apoiativo de Caetano Veloso. Nesse item perdeu de goleada pra seleção política de Aécio.
Resenha dos programas 9 – 06/09/2014

#Aécio voltou a falar mostrando uma expressão tensa. De todo modo, agora tem um slogan e fez um belíssimo programa sobre Segurança, confrontando-se bem com Dilma e Marina.
Estamos chegando no meio da propaganda no rádio e TV com ele isolado em terceiro lugar nas pesquisas. Será que neste momento político é hora de discutir questões pontuais, como se estivesse na liderança?

#Dilma com a cara lisa, redonda, super-maquiada… parece uma boneca babuska. Tascou-se a falar de Pré-sal como a solução nacional. Mas o JN, que a antecedeu na tela da Globo, mostrou a Petrobrás (dona do Pré-sal) envolvida num escândalo de dimensões mundiais.
Outra infelicidade: disse que Marina não é mal-intencionada, apenas tem propostas erradas. Sabem o que isso significa na boca da “presidenta” com sua credibilidade “cadenta”? Ajuda a Marina!!

#Marina veio com uma biografia bem montada. Nas várias fases da sua vida, ela também parece uma boneca, daquelas de antigamente, de trapo. Mais ao gosto do povão.
Deu um tiro curto e grosso no Pré-sal: os recursos serão utilizados para educação e saúde. Não para a corrupção!
Resenha dos programas 8 – 04/09/2014

#Dilma e o País da fantasia: falou de Educação, mostrou grandes números, imagens maravilhosas, muita computação gráfica. Tudo é alegria, tudo está resolvido e o pouco que falta ela fará a seguir.
O País real: avaliação feita pela Unesco e apresentada no início deste ano coloca nossa Educação em 88º lugar no mundo. Dá vontade de chorar…

#Aécio fez a apresentação mais consistente: o PT fracassou e a oposição está dividida entre ele e Marina. Mostrou o que chamou de metamorfose dela que votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, que era ministra do PT e não reagiu quando o mensalão foi denunciado.
Alvissaras: finalmente sabemos que tem um slogan – “a força que o Brasil precisa” – e até um jingle cantado por sertanejos de plantão, um deles lulista de carteirinha em 2002.
(Vinha faltando uma linha editorial; será que foi encontrada agora?)

#Marina com o chororô de sempre: dona da verdade e de uma voz esganiçada. Reclama que está sendo atacada – mas a fala do adversário que a antecedeu foi bem embasada. Apresenta “compromissos”, mas não explica como vai executá-los. Trouxe depoimento de dois famosos especialistas em saúde… quem eram mesmo? Quem assistiu o programa do PSDB e depois o dela, vai ter muito o que pensar.
Resenha dos programas 7 – 02/09/2014

#Marina vem aproveitando bem os seus escassos 2 minutos de tempo. Curto e grosso deu soluções para Escola em Tempo Integral, para os problemas da Saúde e ainda deu tempo pra se vitimizar dos ataques que está recebendo. Passa credibilidade.
#Aécio já fala com calma e olhando pro telespectador. Mostra o que fez em Minas e projeta com credibilidade para o Brasil. Saiu do programa a bobagem do “bem-vindo, bem-vindo” mas continua a besteira do “Aé, aé, aé, Aécio” , além de um apresentador cabeludo assustador.

#Dilma apresentou trechos do debate do SBT (sem mostrar, claro as balbuciadas, os nervosismos etc). Parece que vive em outro país, vejam só:

  • a Petrobrás e o pré-sal nos transformarão nos maiores produtores do mundo;
  • a inflação está próxima de zero;
  • nunca se combateu tanto a corrupção;
  • depois de muito tempo sem investir, a infra-estrutura agora será prioridade.

Resenha dos programas 6 – 28/08/2014

#Marina deu um show de Plano de Governo, mostrando que tem ideias e planejamento para governar o País. Um plano apresentado para uma plateia de pessoas participativas, dando a entender que tem equipe. Programa forte, deu pra lembrar o Lula em 2002, mostrando-se um candidato viável.

#Aécio, alvissaras, depois de várias apresentações equivocadas, mudou tudo. Falou olhando pro eleitor, mais calmo, com um discurso político consistente, situando o continuísmo (Dilma) e a mudança (ele e Marina) e concluindo que é a opção mais adequada. Agora ele tem até um slogan – “a força que o Brasil precisa”. Esperemos que essa força não tenha chegado tarde demais.

#Dilma continua centrada nos números gigantescos da atuação do governo federal, personalista em excesso: foi ela quem fez tudo, até o Rodoanel de SP. Depois desaba na cabeça do eleitor uma cachoeira de promessas em computação gráfica – credibilidade zero. Lula, anacrônico, faz o discurso do medo, mas acaba dizendo que o primeiro governo dela deixou a desejar. Ou seja: tudo aquilo que Dilma diz que fez … será que fez? Programa que não ganha voto, mas também não perde.

Resenha dos programas 5- 28/08/2014

#MarinaSilva começou com um texto esotérico, vendo “estrelas no céu”. Fernanda Zuccaro, minha mulher que também trabalha comigo, deu uma definição para ser levada em conta: “essa mulher é um aiatolá de saias!” Depois mostrou-se nos seus momentos mais favoráveis do debate, com pessoas assistindo e elogiando – baixa credibilidade. Será que alguém vai mostrar trechos da entrevista dela no JN, quando foi desmascarada pelo Bonner?

#AécioNeves, o mais desconhecido entre os candidatos que contam, finalmente, no 5o programa (são só 20) mostrou sua biografia – ainda olhando para o ”entrevistador” que não entrevista. Novamente circunscreve para o que fez em Minas, sem dar-se dimensão nacional como administrador. E mais uma vez ressalta a prioridade que deu para a Educação. (Também apresentou seus melhores momentos no debate da Band.)

#DilmaRousseff repetiu um bem estruturado programa sobre Saúde que é, disparada, a maior demanda da população (pesquisa Ibope fev/2014 – principais problemas do Brasil: Saúde 58%, Segurança 39%, Educação 31%). Seu semblante vem mostrando uma mal disfarçada ansiedade: uma “presidenta” em situação “preocupanta”.
Resenha dos programas 4 – 26/08/14

Marina aparece pasteurizada, sem emoção, lendo um discurso preparado, chamando o Vice para ajudá-la. Bem diferente da Marina insinuante, perspicaz, objetiva e contundente que se viu logo a seguir, no Debate da Band.

Aécio mais uma vez insonso, numa roda de jovens, sem credibilidade, enredado num modelo de TV ultrapassado. Meus comentários dos três programas anteriores mostraram essa dicotomia que deveria preocupar uma campanha que, depois do início da TV eleitoral, perdeu 4 pontos na pesquisa Ibope. Também poderia ter tido um desempenho melhor no Debate da Band – tanto na postura gestual, como na apresentação das idéias.

Dilma despejou números e mais números, num programa tradicionalzão, entulhado das ações que o governo executa na área da Saúde. Você sabia que existe um treco chamado Rede Cegonha? Pois é … veio até o Ministro dar uma força. (Isso pode no horário eleitoral?) Postura semelhante foi usada no Debate da Band. Nitidamente está tentando se segurar com as intenções de voto que tem, em busca de um 2º turno onde “salve-se quem puder”.
Resenha dos programas 3 – 23/08/2014

Marina estreou com um discurso cheio de intenções de unir o Brasil. Palavras ao vento de quem não consegue nem unir o próprio partido. Vejam a manchete da Folha de hoje: “Crise e estrutura frágil desafiam campanha do PSB”. O texto conta que metade dos acordos estaduais fechados por Eduardo Campos já se esfarelaram.

O programa de Aécio melhorou: ele já consegue falar com mais calma, olhando direto para o telespectador. O jingle é uma bobagem e não aparece o essencial 45. Mostrou os bons resultados de um programa educacional para jovens que fez quando governador em Minas. Mas pode estar caindo na mesma cilada que vitimou a candidatura Alckmin 8 anos atrás, na comparação do seu governo em SP, versus o governo Lula no Brasil inteiro (ver meu livro “Novas Batalhas Eleitorais, pág. 23 a 26).

Dilma também mostrou programa educacional para jovens: com números e emoção muito mais consistentes. (Na eleição de 2006, como agora, a questão central não era comparar obra. Era a moral esgarçada pelo mensalão, assim como agora é a administração comprometida pela roubalheira e pela incompetência.) Além do que a “presidenta” capricha na emoção que pega forte na “assistenta”.

Resenha dos programas 2 – 21/08/2014

Marina veio com cara de boazinha e emoção fácil. Veio ainda explorando os efeitos pela morte de Eduardo Campos. Será que ninguém vai dizer que os verdadeiros amigos de Eduardo Campos se afastaram da campanha dela. Que até outro dia o marido dela trabalhava para o governo do PT do Acre. Eduardo Campos, esteja onde estiver, não deve estar gostando. Quem viver verá a verdadeira Marina.

Aécio mostrou uma biografia plastificada – mais computação gráfica do que realidade. Olhando para um entrevistador que não o entrevistava. Será que as pessoas gostam de “conversar” com alguém que não olha para elas? Melhorou um pouco, mas está longe de se mostrar uma alternativa real.

Dilma veio encaixotada num estúdio lendo o que escrevem pra ela. Dali pulou para grandes obras do setor elétrico e para a transposição do São Francisco dizendo candidamente que a obra está 5 anos atrasada. Será que alguém vai dizer “que a obra está custando 5 vezes mais”?

A mensagem : “Vamos continuar com isso que está aí!”

Pergunto: Será que alguém vai perguntar se vão continuar os atrasos e os superfaturamentos?

Resenha dos programas 1- 19/08/2014

O horário eleitoral começou ontem com o PSB cultuando a memória de Eduardo Campos: bonito, mas improdutivo, repetiu o que as TVs mostraram exaustivamente na última semana.

Aécio palavroso, com um discurso que nada deixa na memória de ninguém e, pior, passando uma imagem de distanciamento, com as pessoas assistindo o discurso na TV, no celular, ouvindo no rádio. Perda de tempo – um desastre completo.

Dilma veio no meio do povo, afável, carinhosa, mãezona. Também teve material bem feito sobre um dos problemas que perturbam o desempenho do governo: infraestrutura. Pra completar, Lula deu o tom: “ela será melhor no segundo mandato; comigo também foi assim”.

E no meio disso tudo, os nanicos falando besteira – um horror!

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