Há que escolher entre várias alternativas, todos os dias. O critério que uso é o “tamanho” da corrupção – volume de dinheiro envolvido, número de pessoas participantes, importância política da ação criminosa, repercussão na mídia… e vai por aí. Muitos casos acabam ficando de fora, também por conta da limitação de formato do twitter: 140 toques, o equivalente a duas frases curtas.
Só nos últimos três dias deixei de falar do vice que tomou posse como prefeito de Campinas, tão enrolado quanto o titular; do deputado do Paraná que repassou R$560 mil a empresa de táxi aéreo fantasma; da Assembleia Legislativa mineira que pretende anistiar prefeitos e outros servidores processados pelo Tribunal de Contas do Estado; da denúncia de pratica de propina no Incra apresentada, em artigo no Estadão, por Xico Graziano, ex-secretário de Agricultura de São Paulo.
Outros internautas indignados também contribuem apontando crimes e contravenções, que agradeço e checo antes de apresentar. Um deles reclama que não usei denúncia do Fantástico, que mostrou obras gigantescas paradas, verdadeiros elefantes brancos espalhados por todo o País. É que naquele dia estourou o escândalo da prefeitura de Campinas, comandado pela mulher do prefeito, com a prisão de muitos envolvidos. E as obras abandonadas, que continuam onde estão, ficaram para serem registradas em outra oportunidade.
Tenho na gaveta um verdadeiro estoque de “escândalos” não usados. É uma triste fartura… Não posso ficar feliz com o andamento da minha iniciativa, registrando o “Escândalo do Dia”. Estou desolado.
Leandro Grôppo disse,
agosto 25, 2011 @ 1:05 pm
Quando sairá o novo livro?
MarcosAurélio Rondineli de Oliveira disse,
agosto 25, 2011 @ 6:30 pm
Ladrões de hoje: A, B, C e fulano da quadrilha Z.
Ladrões de amanhã: D, F, G, e ciclano da quadrilha Y.
Ladrões de ontem: J, L, V, e beltrano da quadrilha X.
Fácil de resolver, para acabar com essa equação, o melhor a fazer é considerar que X é igual a Y e que também são iguais a Z. Se só a incógnita rouba, eliminadas as quadrilhas todas, o país melhoraria, claro, mas o “Escândalo do Dia” … teria que mudar de nome, ou de objeto escandaloso, para continuar a existir.